Continuamos acompanhando a 8ª edição do festival de fotografia de Tiradentes e nesta matéria vamos abordar algumas exposições participantes do evento.

“Brasil de Hoje”

Exposição realizada pela Fototech, e analisada pelo curador Clício Barroso, tem o princípio de que a fotografia contemporânea tem como pré-requisito apresentar a intenção do autor com a respectiva fotografia, alinhada com sua poética, sendo a função da estética dar forma ao conceito, mas não ser o alvo principal.

A exposição tem como intenção apresentar um teor político de forma documental e de denuncia explicita.

A mesma, apresenta fotografias que nos contam uma história, a fim de que o tema proposto “Brasil de Hoje” seja representado em toda sua complexidade.

“Imagens para o amanhã”

A exposição tem como objetivo mostrar que a fotografia não representa apenas o passado e o presente, mas que ela pode mostrar o que queremos perpetuar para o futuro, e que conte a nossa história, como imagens do momento político atual que não podemos esquecer, e imagens que nos despertam para o presente e que nos fazer sonhar com o futuro.

A curadoria formada por Anna Karina Bartolomeu, Gabriela Sá e Madu Dorella receberam quase duas mil fotografias e tiveram a missão de selecionar as fotografias que representam essa missão.

“O grande vizinho”

O trabalho para essa exposição foi realizado pelo fotógrafo e artista visual Rodrigo Zeferino, também morador do Ipatinga, no Vale do Aço Mineiro.

O elemento central de sua narrativa é a relação dos morados da região com a usina, e sua presença massiva na paisagem do local.

A exposição tem como objetivo levar o expectador a refletir sobre nossa sina ancestral de provedora de matéria prima para o mundo, e sobre os decorrentes golpes que passamos aqui na américa do Sul.

“Pratica Contemporânea”

A exposição pratica contemporânea tem como objetivo mostrar um pouco da produção atual da Sociedade Fluminense de Fotografia.

Sua preocupação é com a preservação da memória, além de remontar a fotografia moderna e suas sete décadas de atividades continuas.

“Transoeste”

A exposição é resultado de uma viagem dos curadores João Castilho e Pedro David à região Centro-Oeste, onde puderam conhecer artistas e projetos.

Através do olhar dos artistas é possível tecermos a história desta viagem. Foram percorridos 4.500 quilômetros e analisados mais de 65 portfolios.

Através da exposição os curadores buscam trazer alguns questionamentos para os expectadores, como, “o que está sendo feito com os povos originais da América do Sul?” e “O que faremos com sua história quando não houver mais nenhum futuro para eles, que também somos nós?”


Por: Giovanna Andrade

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